terça-feira, 20 de setembro de 2011

Répteis?

Pelas ruas, andam, caminham ou será que se arrastam? Vão sem vontade de chegar. Mas, como adiar o inevitável? Será que se consolam ao tentar ver o tempo passar mais devagar. Contudo, o mundo não para, elas que se perdem, os minutos continuam sendo minutos e os segundos, segundos. Últimos. Tomam seu próprio tempo para pensar e em se enganar para onde se em encaminham. Não querem ir, mas obrigados são, mesmo que por alguma outra vontade. Para satisfazer um desejo. Cabisbaixos rastejam pelas ruas. Para a morte? O sentido conotativo bem poderia ser este. Entretanto não o é, é simplesmente para o lugar que não querem ir. Sua submissão pelo prazer, por bens, pelo sustento, pela vida. Seres peçonhentos. Zumbis vivos, mas sem vivacidade. Criaturas febris, num desânimo de fazer inveja ao que pensaria em tentar ser mais. Passam, devagar. Lentamente pela vida sem deixar rastro. São figurantes do mundo, da vida real. Vidas Secas. Pergunto: para quê então tanto sofrimento? Estão sem forças até mesmo para sucumbir. Atrasam quem quer viver, retardam os ativos, os exuberantes. Os dos brilhos, das energias. Seres? Humanos? Répteis. Num mundo que não é o seu, ou será que é? Pena deles.