terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Ensinamento de Dalai Lama
Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para a recuperar.
Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.
Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido… (Dalai Lama)
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Répteis?
Pelas ruas, andam, caminham ou será que se arrastam? Vão sem vontade de chegar. Mas, como adiar o inevitável? Será que se consolam ao tentar ver o tempo passar mais devagar. Contudo, o mundo não para, elas que se perdem, os minutos continuam sendo minutos e os segundos, segundos. Últimos. Tomam seu próprio tempo para pensar e em se enganar para onde se em encaminham. Não querem ir, mas obrigados são, mesmo que por alguma outra vontade. Para satisfazer um desejo.
Cabisbaixos rastejam pelas ruas. Para a morte? O sentido conotativo bem poderia ser este. Entretanto não o é, é simplesmente para o lugar que não querem ir. Sua submissão pelo prazer, por bens, pelo sustento, pela vida. Seres peçonhentos.
Zumbis vivos, mas sem vivacidade. Criaturas febris, num desânimo de fazer inveja ao que pensaria em tentar ser mais. Passam, devagar. Lentamente pela vida sem deixar rastro. São figurantes do mundo, da vida real. Vidas Secas. Pergunto: para quê então tanto sofrimento? Estão sem forças até mesmo para sucumbir. Atrasam quem quer viver, retardam os ativos, os exuberantes. Os dos brilhos, das energias.
Seres? Humanos? Répteis. Num mundo que não é o seu, ou será que é?
Pena deles.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
UPPs e a verdade dos números

Não que se seja contra as instalações das UPPs mas a verdade dos números nos mostra uma realidade muito diferente do que o senso comum indica. As UPPs de alguma forma trazem suas benesses: são as UPPs sociais – talvez um dos grandes agregados – a sensação de tranqüilidade, que não pode ser desprezada pela importante influência psicológica, a aproximação da comunidade e principalmente a redução dos conflitos armados no interior das comunidades.
No entanto, um dos principais apelos que é a pacificação – que vem no nome da iniciativa – não está tão assentada assim. Comparando-se dados sobre as principais incidências criminais ou simplesmente ocorrências coletadas do ISP (Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro) entre as áreas que contam com UPP e as que não contam, o que se tem de fato é que a efetividade das Unidades não é das mais animadoras, basta dizer que das 39 ocorrências listadas em apenas 22 – ou seja um pouco mais que a metade – houve uma diminuição dessas incidências maior em locais onde há UPP do que em lugares que não as têm.
Alguns dados são até alarmantes, em locais – todo o entorno - onde há pelo menos UPP, houve um aumento de 92% de estupros comparando-se dados de setembro de 2009 e setembro de 2010, o que a priori não encontra justificativa plausível para tal fato. Outras variações, nos lugares de abrangência das UPPs, que devem ser consideradas são os aumentos de 49% das ocorrências de extorsão, +40% nas incidências de ameaças (vítimas), +34% de roubo de carga, +19% de lesão corporal dolosa, +10% em estelionato, +8% em roubo em coletivo, +6% em lesão corporal dolosa e até aumento de 22% no cumprimento de mandado de prisão que presuntivamente pode, neste último caso, ser até um dado positivo (ou não?).
Mas, pode-se notar que em sua maioria as variações das incidências nas áreas com UPPs foram para bem, com diminuições entre boas, razoáveis e estabilidade. O problema maior é quando se comparam estes padrões indicadores com as mesmas ocorrências em locais onde não há UPP. Exemplos são vários: homicídio doloso, com UPP: -5%, sem UPP: -24%; roubo de aparelho celular, com UPP: -10%, sem UPP: -23%; furto de veículos, com UPP: -12%, sem UPP: -18% e prisões, com UPP: -1%, sem UPP: -13%. Ou seja, as UPPs em si não tem feito tanta diferença nas diminuição ou não da criminalidade.
O que vem se tentar mostrar nesse alerta não é a idéia de que as UPPs são ruins ou de que elas não cumpram seu papel de melhoria na qualidade de vida da sociedade, mas que é ainda pode ser cedo para se avaliar que elas são a solução, como vem se apregoando. Podem sim ser, no entanto além de ser prematuro, não sugerem – através dos números – que seja a única e mortal arma contra os crimes no nosso estado.
Fotos: Karina Junqueira
Gráficos:
Gráfico Estupro:
Gráfico Homicídio Doloso:
Estatísticas:
Dados sobre as Ocorrências: "Com UPP" e "Sem UPP"
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