Tal qual um pêndulo, ele vai e volta. Se você empurra alça alguém e por consequência existe um retorno. Se nada faz, de alguma forma ele em um dado momento se mexe e certamente se fará. Só que dessa vez não existirá interferência sua e quem o fez por você colherá o que hasteou. A bandeira da democracia, maldita. Bendita. Essa não é brincadeira de criança. Para crianças. Irreflexo.
Hoje temos o caminho se desenhando nos papéis. São árvores que não existirão mais, se extinguirão. Vidas ceifadas. Tortuosas. Ah, se levássemos a sério. A pobreza persistindo. As desilusões se procriando. A educação partindo. Os desenhos não apresentam mais sóis. A casa inda permanece de madeira. Trabalho de criança. Imprudência. Advertidos, mas inadvertidamente se fazem.
Os parques podem florescer menos, fruto dos descuidos, da inapetência política. Delicadeza dos traços finos e pouco perceptíveis da astúcia. O mar baterá mais, da raiva que Netuno terá ao ver resultados inglórios. E a individualidade continuará soltinha, pulando para melhor se satisfazer. Mas uma parte do mundo estará pior e dela de lá alguém se salvará?
Ver figuras exuberantes, exúberes do outro lado. Esse é o lugar que os trouxemos, a nossa verdade feia da inconseqüência. Da qual somos responsáveis. Onde elas irão brincar, se a gaiola mais se fecha a cada dia. Estufilha mais agastada onde se procriará mais raiva, ressentimentos e sentimentos de injustiça. Cresceremos incrédulos, mas esquecidos do mal que nos fizemos nesses dias. Quando de fato iremos crescer?
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
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