quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Acredite
Mais do que tudo acredite na Felicidade
Que ela pode te atacar de vez em quando
Quando menos se espera
Vir num supetão
Fazer-te em frangalhos
Disparar seu coração
Avisar-te num suspiro
Parecer que vai se esvair
Passar do seu estado normal à aflição
Lembrar-te da sensação de perda
Mas, sempre que precisar ela vai estar lá
Basta procurá-la
E se for difícil de encontrá-la é porque não buscou direito
Ela está ali ou acolá
Contudo estará sempre ao seu alcance
Busque, busque
Ela é muito importante para deixar que algo a sobreponha
É a razão da vida
Da sua
E dos outros
Dos outros que também é sua
Cace-a com todas as forças, mantenha-a por perto
Ela é capaz de mudar tudo em tão pouco tempo
Pode fazer daquilo tudo de antes uma insignificância
É ela, que faz sorrir, que te faz viver e que te faz pensar que tudo vale a pena
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Ensinamento de Dalai Lama
Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para a recuperar.
Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.
Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido… (Dalai Lama)
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Répteis?
Pelas ruas, andam, caminham ou será que se arrastam? Vão sem vontade de chegar. Mas, como adiar o inevitável? Será que se consolam ao tentar ver o tempo passar mais devagar. Contudo, o mundo não para, elas que se perdem, os minutos continuam sendo minutos e os segundos, segundos. Últimos. Tomam seu próprio tempo para pensar e em se enganar para onde se em encaminham. Não querem ir, mas obrigados são, mesmo que por alguma outra vontade. Para satisfazer um desejo.
Cabisbaixos rastejam pelas ruas. Para a morte? O sentido conotativo bem poderia ser este. Entretanto não o é, é simplesmente para o lugar que não querem ir. Sua submissão pelo prazer, por bens, pelo sustento, pela vida. Seres peçonhentos.
Zumbis vivos, mas sem vivacidade. Criaturas febris, num desânimo de fazer inveja ao que pensaria em tentar ser mais. Passam, devagar. Lentamente pela vida sem deixar rastro. São figurantes do mundo, da vida real. Vidas Secas. Pergunto: para quê então tanto sofrimento? Estão sem forças até mesmo para sucumbir. Atrasam quem quer viver, retardam os ativos, os exuberantes. Os dos brilhos, das energias.
Seres? Humanos? Répteis. Num mundo que não é o seu, ou será que é?
Pena deles.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
UPPs e a verdade dos números

Não que se seja contra as instalações das UPPs mas a verdade dos números nos mostra uma realidade muito diferente do que o senso comum indica. As UPPs de alguma forma trazem suas benesses: são as UPPs sociais – talvez um dos grandes agregados – a sensação de tranqüilidade, que não pode ser desprezada pela importante influência psicológica, a aproximação da comunidade e principalmente a redução dos conflitos armados no interior das comunidades.
No entanto, um dos principais apelos que é a pacificação – que vem no nome da iniciativa – não está tão assentada assim. Comparando-se dados sobre as principais incidências criminais ou simplesmente ocorrências coletadas do ISP (Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro) entre as áreas que contam com UPP e as que não contam, o que se tem de fato é que a efetividade das Unidades não é das mais animadoras, basta dizer que das 39 ocorrências listadas em apenas 22 – ou seja um pouco mais que a metade – houve uma diminuição dessas incidências maior em locais onde há UPP do que em lugares que não as têm.
Alguns dados são até alarmantes, em locais – todo o entorno - onde há pelo menos UPP, houve um aumento de 92% de estupros comparando-se dados de setembro de 2009 e setembro de 2010, o que a priori não encontra justificativa plausível para tal fato. Outras variações, nos lugares de abrangência das UPPs, que devem ser consideradas são os aumentos de 49% das ocorrências de extorsão, +40% nas incidências de ameaças (vítimas), +34% de roubo de carga, +19% de lesão corporal dolosa, +10% em estelionato, +8% em roubo em coletivo, +6% em lesão corporal dolosa e até aumento de 22% no cumprimento de mandado de prisão que presuntivamente pode, neste último caso, ser até um dado positivo (ou não?).
Mas, pode-se notar que em sua maioria as variações das incidências nas áreas com UPPs foram para bem, com diminuições entre boas, razoáveis e estabilidade. O problema maior é quando se comparam estes padrões indicadores com as mesmas ocorrências em locais onde não há UPP. Exemplos são vários: homicídio doloso, com UPP: -5%, sem UPP: -24%; roubo de aparelho celular, com UPP: -10%, sem UPP: -23%; furto de veículos, com UPP: -12%, sem UPP: -18% e prisões, com UPP: -1%, sem UPP: -13%. Ou seja, as UPPs em si não tem feito tanta diferença nas diminuição ou não da criminalidade.
O que vem se tentar mostrar nesse alerta não é a idéia de que as UPPs são ruins ou de que elas não cumpram seu papel de melhoria na qualidade de vida da sociedade, mas que é ainda pode ser cedo para se avaliar que elas são a solução, como vem se apregoando. Podem sim ser, no entanto além de ser prematuro, não sugerem – através dos números – que seja a única e mortal arma contra os crimes no nosso estado.
Fotos: Karina Junqueira
Gráficos:
Gráfico Estupro:
Gráfico Homicídio Doloso:
Estatísticas:
Dados sobre as Ocorrências: "Com UPP" e "Sem UPP"
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Balanço das Eleições
Tal qual um pêndulo, ele vai e volta. Se você empurra alça alguém e por consequência existe um retorno. Se nada faz, de alguma forma ele em um dado momento se mexe e certamente se fará. Só que dessa vez não existirá interferência sua e quem o fez por você colherá o que hasteou. A bandeira da democracia, maldita. Bendita. Essa não é brincadeira de criança. Para crianças. Irreflexo.
Hoje temos o caminho se desenhando nos papéis. São árvores que não existirão mais, se extinguirão. Vidas ceifadas. Tortuosas. Ah, se levássemos a sério. A pobreza persistindo. As desilusões se procriando. A educação partindo. Os desenhos não apresentam mais sóis. A casa inda permanece de madeira. Trabalho de criança. Imprudência. Advertidos, mas inadvertidamente se fazem.
Os parques podem florescer menos, fruto dos descuidos, da inapetência política. Delicadeza dos traços finos e pouco perceptíveis da astúcia. O mar baterá mais, da raiva que Netuno terá ao ver resultados inglórios. E a individualidade continuará soltinha, pulando para melhor se satisfazer. Mas uma parte do mundo estará pior e dela de lá alguém se salvará?
Ver figuras exuberantes, exúberes do outro lado. Esse é o lugar que os trouxemos, a nossa verdade feia da inconseqüência. Da qual somos responsáveis. Onde elas irão brincar, se a gaiola mais se fecha a cada dia. Estufilha mais agastada onde se procriará mais raiva, ressentimentos e sentimentos de injustiça. Cresceremos incrédulos, mas esquecidos do mal que nos fizemos nesses dias. Quando de fato iremos crescer?
Hoje temos o caminho se desenhando nos papéis. São árvores que não existirão mais, se extinguirão. Vidas ceifadas. Tortuosas. Ah, se levássemos a sério. A pobreza persistindo. As desilusões se procriando. A educação partindo. Os desenhos não apresentam mais sóis. A casa inda permanece de madeira. Trabalho de criança. Imprudência. Advertidos, mas inadvertidamente se fazem.
Os parques podem florescer menos, fruto dos descuidos, da inapetência política. Delicadeza dos traços finos e pouco perceptíveis da astúcia. O mar baterá mais, da raiva que Netuno terá ao ver resultados inglórios. E a individualidade continuará soltinha, pulando para melhor se satisfazer. Mas uma parte do mundo estará pior e dela de lá alguém se salvará?
Ver figuras exuberantes, exúberes do outro lado. Esse é o lugar que os trouxemos, a nossa verdade feia da inconseqüência. Da qual somos responsáveis. Onde elas irão brincar, se a gaiola mais se fecha a cada dia. Estufilha mais agastada onde se procriará mais raiva, ressentimentos e sentimentos de injustiça. Cresceremos incrédulos, mas esquecidos do mal que nos fizemos nesses dias. Quando de fato iremos crescer?
terça-feira, 27 de julho de 2010
MARX e O CONCEITO DE MAIS-VALIA
O conhecimento sobre Karl Marx é essencial para se compreender e se desenvolver no estudo de Economia Política. Mais conhecido por sua obra “O Capital” e suas idéias controversas, Marx viveu boa parte de sua vida em meio à miséria e ajudado principalmente pelo amigo Friedrich Engels também cientista social.
No entanto é um desafio o entendimento dos conceitos do revolucionário alemão, mesmo estudiosos do assunto reconhecem sua dificuldade. Muito se deve aos fatos ligados diretamente ao transcorrer de sua vida, como Raymond Aron à época professor em Sorbonne (França):
O estudo científico, isto é, ao mesmo tempo filosófico e histórico, do pensamento de Marx se apresenta sob condições singulares, por duas razões essenciais: as particularidades da própria vida de Marx e o destino póstumo de sua obra. Tentarei analisar as duas origens dessas dificuldades excepcionais (ARON, 2003, p.21).
Apesar de ser mais conhecido por um único escrito, Marx, foi autor de vários livros entre eles: Introdução à crítica da filosofia do direito de Hegel; Manifesto comunista; As lutas de classe na França de 1848 a 1850; O 18 brumário de Luís Bonaparte; Introdução geral à crítica da economia política; Fundamentos da economia política; Contribuição à crítica da economia política; O Capital; Teorias sobre a mais-valia; Trabalho assalariado; Salário, preço e lucro; Crítica ao programa de Gotha. Além disso, escreveu para revistas e jornais entre 1841 e 1864, diante de tão vastos textos é escolhida uma temática única (o conceito de Mais-Valia), pois que uma abordagem mais extensa não seria possível nesse momento.
A escolha pelo assunto é por ser considerado uma das idéias centrais abordadas sobre a ciência da Economia.
Para o filósofo, o conceito provém da idéia de valor, a qual é separada em valor de uso e de troca. O valor de uso é subjetivo, ou seja, varia de quem irá usar, ao passo que o de troca é objetivo, manifestado diretamente nas relações sociais, troca, compra ou venda de produtos. Para o tema o importante é o valor de troca, pois é dele que se elenca o da questão econômica. Assim, Marx diz que a fonte básica do valor não é a circulação do dinheiro, mas o trabalho humano.
Num apanhado sucinto, a concepção de mais-valia é dada através do valor do produto menos o salário paga ao operário. Nisso estão envolvidos, o adiantamento do trabalho ao capitalista, os gastos com os equipamentos e utensílios ligados à confecção do produto e o cálculo que do valor que a mercadoria terá no mercado. Não se deve confundir esta idéia com a de lucro, pois segundo o cientista, este é apenas parte da mais-valia, já que neste estão inseridos também os dinheiros envolvidos com o funcionamento do negócio, além de juros e outras implicações que a propriedade pode permitir. “Toda mais-valia – seja qual for a forma específica em que ela se cristalize (lucro, juros, rendas etc.) – é sempre, substancialmente, a materialização de tempo de trabalho não pago” (KONDER, p.119, 1999).
É interessante notar que, contudo essa opinião a respeito do pensamento não é compartilhada por todos, e por vezes a abordagem é diferente, assim como a construção da conceituação. Numa troca, a mercadoria negociada por meio de dinheiro obtém certo valor, essa mercadoria obtida é despendida em nova venda obtendo-se outro tanto de dinheiro numa quantidade maior, conforme escreve Lênin: “É a este acréscimo do valor primitivo do dinheiro posto em circulação que Marx chama de mais-valia” (CATANI, p.27, 1995).
Como dito anteriormente, todo o momento e o próprio desenrolar das idéias desenvolvidas pelo revolucionário alemão são complexas e mesmo seus conceitos passam por variadas concepções. Primeiro pelo fenômeno histórico experimentado no século XIX.
É desnecessário realçar que esse fenômeno, muito complicado, resultou da concorrência de inúmeras variáveis. O que me interessa sublinhar, antes de tudo, é que nele estão dadas as condições sobre as quais Marx erigirá a sua obra. (NETTO, 1985, p.15).
Depois, pelas mudanças pessoais em que se inseriu o cientista, é indelével a diferença entre os momentos em que se encontra jovem e o que encontra a maturidade:
Mas, é de assinalar que sua obra é fruto de uma longa maturação, que ocupa pelo menos dois quintos do tempo em que Marx trabalhou. Com efeito, na sua trajetória intelectual (de 1841 até o início da década de 80) são perceptíveis momentos diferenciados, interrupções e retomadas (NETTO, 1985, p. 23).
Por fim, outra consideração a respeito da mais-valia é dada por Raymond Aron, como a designação de “valor adicionado”. Assim, é conceituado como a diferença entre as despesas de produção de uma empresa e o valor das mercadorias que esta empresa coloca no mercado. Que para Marx vem unicamente do capital variável, fruto exclusivo do trabalho humano.
Portanto, mesmo diante de diversas perspectivas é possível extrair o essencial do conceito de mais-valia. A importância desse entendimento se dá, pois ele é a chave da teoria filosófica de Marx considerada em especial na leitura de “O Capital”.
Insisti quanto a essa significação maior da teoria da mais-valia porque ela se evidencia em uma certa maneira de ler e de se interrogar “O Capital”. Ela fica evidente na interrogação filosófica de Marx à teoria econômica. (ARON, 2003, p.322).
REFERÊNCIAS
ARON, Raymond, O marxismo de Marx. São Paulo: Arx, 2003;
KONDER, Leandro. Marx, vida e obra. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1999.
NETTO, José Paulo. O que é Marxismo? 2ª. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1985.
CATANI, Afrânio Mendes. O que é Capitalismo? 34ª. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1995.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Assassino
Sou assassino. Andando perdido pelas vielas, olhando desconfiando de todos e desejando sangue. Desvio-me para outro lado, e num gesto mais áspero, olho aquele e já o odeio e quero o morto. Tenho pena dos que atravessam a minha frente, pois morrerão como moscas. A vida deles não tem valor algum para mim. Até mesmo eu surpreendo-me com a frieza dos meus atos. Na verdade nem sei o que pode passar pela cabeça daqueles que depois se arrependem. Muito menos os que questionam os assassinatos hediondos. Para mim é tudo igual. Imagino o que de fato passa nessas mentes, penso ser tudo normal, matar e comer é tudo a mesma coisa. Eu mato. Para depois fazer qualquer coisa, mesmo encontrar uma criança e acariciar-lhe como se fora eu de boa índole. Quem de fora não repara e nem percebe a mente calculista e exterminadora, aquela que não tem remorso. Vê como assim como qualquer outro. Puxar o gatilho, sacar uma faca, dar uma paulada e olhar a vítima sem o menor sentimento, assim sou. Saiam da frente se quiserem sobreviver.
A morte anda ao meu lado e junto comigo sempre esteve. Compaixão, não existe se quero matar, mato e pronto nada sinto a seguir. Sou assassino. É minha natureza, nasci desse jeito, no começo estranhei porque os outros acham matar um ato bárbaro. Tratei de não tocar no assunto e prestei atenção para ser politicamente correto e encobrir os meus desejos de morte. Após as primeiras mortes cheguei a pensar que fosse aparecer aquele tal remorso que outros elucubram, mas nada veio, pelo contrário a satisfação crescia cada vez mais. Quanto mais eu odiava alguém, mas prazer eu tinha, principalmente no dia seguinte, e vinha-me um sorriso indisfarçável no canto da boca. Lembrava do corpo, dos olhares de pavor dos que sabiam que iam morrer. Mas, na maioria das vezes a morte abraçou minhas vítimas pelas costas, com pistolas, metralhadoras, facas e barras de ferro. Ver o corpo cair sem movimentos, molenga, é interessante. Aquilo sem reação. Confesso que elaborar as emboscadas também sempre me excitou. Alguns planos bem elaborados, de tempo e ações. Os medos nos olhos deles também me deixam com uma vontade ainda maior. Na morte das mulheres ou nos fraldinhas o pavor normalmente é exacerbado e é incontrolável o êxtase no meu corpo. Os covardes aumentam mais o desejo de ir além e sacrificar eles até o fim.
Gosto de caminhar no limiar da dor e do medo, na tremedeira deles, nas pernas bambas e até nos que se urinam. O riso vem de imediato, e o choro aumenta e vem a súplica. Dá vontade até de matar mais, de matar duas vezes pena que isto não é possível, pois algumas mortes são imperdíveis. Já pensei até em gravar, mas ficaria monótono. Meu trabalho é esse matar e não deixo rastros, minha “coleção” já passa dos quinhentos, acho que estou perto dos mil. Vez por outra vou ao enterro de um destes só para ver se tem algum que eu queira matar só por esporte. Pois é diversão também. Outro dia comecei a perceber que “tenho” jazigos próximos, um do lado do outro. Queria fazer uma fila. Infelizmente quando se mata da mesma família, o jazigo ou é o mesmo ou ficam longe.
É incrível também como meu nome nunca apareceu na mídia, também pudera, quem iria ia desconfiar de um homem como eu. Certinho, caridoso e de boa família. Quase um exemplo. Sem falar que algumas mortes sequer têm alguma ligação comigo. Escolho, sigo de longe e se não for naquele dia, da semana não passa. É na maioria das vezes ao acaso. Rio no dia seguinte, com os policiais atordoados sem saber por onde procurar, buscando quem tem motivos. Não preciso de motivos! Por isso é tão complicado chegar até mim. Além disso, jamais executo perto de onde moro. Prefiro os subúrbios. Lugares onde possa me misturar sem ninguém perceber que não sou dali.
Sou assassino, o melhor. O melhor do mundo. Crimes sem solução. Meu instinto é matar, destruir o que há de ruim, aquilo contrário as minhas vontades, o que está contra mim. O ódio toma conta do meu corpo e da minha alma, os pelos se eriçam, o sangue ferve e a vontade cresce. Aquele será minha próxima vítima. Gosto de olhar bem nos olhos, daquele que será cadáver, antes de matá-lo, quanto mais valente melhor, faço o mijar em suas calças, se tremer todo, encosto-lhe o ferro em sua fronte, no peito e até no ânus. O prazer de fazê-lo sentir medo, desespero, jamais algum conseguiu fugir após uma destas torturas psicológicas. O humilho e trago-o para um mundo desconhecido, alguns acham que são machos, mas não são totalmente até me encontrar e morrer.
A morte anda ao meu lado e junto comigo sempre esteve. Compaixão, não existe se quero matar, mato e pronto nada sinto a seguir. Sou assassino. É minha natureza, nasci desse jeito, no começo estranhei porque os outros acham matar um ato bárbaro. Tratei de não tocar no assunto e prestei atenção para ser politicamente correto e encobrir os meus desejos de morte. Após as primeiras mortes cheguei a pensar que fosse aparecer aquele tal remorso que outros elucubram, mas nada veio, pelo contrário a satisfação crescia cada vez mais. Quanto mais eu odiava alguém, mas prazer eu tinha, principalmente no dia seguinte, e vinha-me um sorriso indisfarçável no canto da boca. Lembrava do corpo, dos olhares de pavor dos que sabiam que iam morrer. Mas, na maioria das vezes a morte abraçou minhas vítimas pelas costas, com pistolas, metralhadoras, facas e barras de ferro. Ver o corpo cair sem movimentos, molenga, é interessante. Aquilo sem reação. Confesso que elaborar as emboscadas também sempre me excitou. Alguns planos bem elaborados, de tempo e ações. Os medos nos olhos deles também me deixam com uma vontade ainda maior. Na morte das mulheres ou nos fraldinhas o pavor normalmente é exacerbado e é incontrolável o êxtase no meu corpo. Os covardes aumentam mais o desejo de ir além e sacrificar eles até o fim.
Gosto de caminhar no limiar da dor e do medo, na tremedeira deles, nas pernas bambas e até nos que se urinam. O riso vem de imediato, e o choro aumenta e vem a súplica. Dá vontade até de matar mais, de matar duas vezes pena que isto não é possível, pois algumas mortes são imperdíveis. Já pensei até em gravar, mas ficaria monótono. Meu trabalho é esse matar e não deixo rastros, minha “coleção” já passa dos quinhentos, acho que estou perto dos mil. Vez por outra vou ao enterro de um destes só para ver se tem algum que eu queira matar só por esporte. Pois é diversão também. Outro dia comecei a perceber que “tenho” jazigos próximos, um do lado do outro. Queria fazer uma fila. Infelizmente quando se mata da mesma família, o jazigo ou é o mesmo ou ficam longe.
É incrível também como meu nome nunca apareceu na mídia, também pudera, quem iria ia desconfiar de um homem como eu. Certinho, caridoso e de boa família. Quase um exemplo. Sem falar que algumas mortes sequer têm alguma ligação comigo. Escolho, sigo de longe e se não for naquele dia, da semana não passa. É na maioria das vezes ao acaso. Rio no dia seguinte, com os policiais atordoados sem saber por onde procurar, buscando quem tem motivos. Não preciso de motivos! Por isso é tão complicado chegar até mim. Além disso, jamais executo perto de onde moro. Prefiro os subúrbios. Lugares onde possa me misturar sem ninguém perceber que não sou dali.
Sou assassino, o melhor. O melhor do mundo. Crimes sem solução. Meu instinto é matar, destruir o que há de ruim, aquilo contrário as minhas vontades, o que está contra mim. O ódio toma conta do meu corpo e da minha alma, os pelos se eriçam, o sangue ferve e a vontade cresce. Aquele será minha próxima vítima. Gosto de olhar bem nos olhos, daquele que será cadáver, antes de matá-lo, quanto mais valente melhor, faço o mijar em suas calças, se tremer todo, encosto-lhe o ferro em sua fronte, no peito e até no ânus. O prazer de fazê-lo sentir medo, desespero, jamais algum conseguiu fugir após uma destas torturas psicológicas. O humilho e trago-o para um mundo desconhecido, alguns acham que são machos, mas não são totalmente até me encontrar e morrer.
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